África do Sul e Zimbabwe disputam final da COSAFA

A Selecção Sub-20 da África do Sul e do Zimbabwe irão disputar nesta quinta-feira (dia 13 de Dezembro), a final da 25ª edição do Torneio da COSAFA que terá lugar no Nkana Stadium, quando forem 15:30 horas. A África do Sul venceu nas meias-finais, a equipa de Angola por 1-0, com o golo a ser apontado por Lyle Foster a passagem do minuto 27.

Por suas vez, o Zimbabwe vingou-se da Zâmbia derrotando-a por 2-1. Andrew (38’) eDelic Murimba (70’)foram os autores do golo da vitória. Mumba (35’) foi o autor do único tento da equipa zambiana.

No que ao desafio para a atribuição do terceiro e quarto lugares diz respeito, a selecção de Angola irá discutir a luta pela medalha de bronze disputando diante da Zâmbia, o jogo que irá anteceder a final terá lugar no Nkana Stadium, quando forem 12:00 horas.

Lembrar que na fase de grupos a selecção sul-africana terminou líder do grupo com seis pontos fruto de duas vitórias conseguidas frente as Maurícias(5-0) e eSwatini (4-0) respectivamente. Enquanto o Zimbabwe  concluiu a fase de grupos com seis pontos mercê de duas vitórias frente ao Botswana e o Lesotho 2-1 e 4-0, respectivamente.

O TorneioSub-20 COSAFA MOPANI Copper Mines, vinha decorrendo desde o passado dia 2 de Dezembro do ano corrente devendo terminar nesta quinta-feira, dia 13 do mesmo mês. Segundo reza o formato da competição, as equipas estão dispostas em três grupos (ABC), em que transitam para as meias-finais apenas os primeiros melhores classificados de cada e o segundo melhor de todos.

Importa recordar que contrariamente ao que estava previsto a estrutura organizativa do Conselho das Associações de Futebol da África Austral (COSAFA), foi obrigada a última da hora alterar o calendário dos jogos devido a desistência da Namíbia e a chegada tardia da selecção da República Democrática do Congo. Pelo que, ao invés de terem participado 12 equipas a competição acabou comportando 11 selecções.

Zimbabwe vinga-se da Zâmbia

Era na verdade uma espécie de uma final antecipada. Quis o destino que os considerado eternos rivais voltassem a cruzar o mesmo caminho ao cabo de dois anos. Recordando que foi em 2016 que a endiabrada Zâmbia impôs uma pesada derrota ao Zimbabwe (5-1) na primeira jornada deste torneio havido em Rustemburg, África do Sul. Aliás, foi no mesmo ano em que a Zâmbia conquistava o seu 11º título ao impor uma derrota a África do Sul por 2-1. A rivalidade entre estas duas selecções é histórica

Ainda com a sede de vingança, os zimbabueanos entraram com um fulgor ofensivo mas foi a Zâmbia que  marcou primeiro por intermédio do talentoso Prince Mumba, quando estavam jogados 35 minutos. Em retaliação o Zimbabwe chega ao golo da igualdade transcorridos 38 minutos. O capitão da equipa foi quem apontou o tento. E, foi com a igualdade no placard que as duas selecções foram ao intervalo.

Com as duas equipas a falharem constantemente as oportunidades de golo que cada uma dispunha, os acontecimentos indicavam que  o finalista para o jogo de amanhã só seria conhecido no desempate das lotarias das grandes penalidades. Pelo contrário, Delic Murimba, colocou o Zimbabwe em vantagem no marcador ao apontar o segundo golo no minuto 70. Estava feita a desforra.

“Amajitas” abatem “Palanquinhas”

A Selecção de Angola alinhou sem poder contar com os préstimos de uma das melhores unidades da sua equipa, Daniel Liberal que foi obrigado a assistir o jogo no banco técnico por ter acumulado cartões amarelos (2) nas partidas anteriores. No seu lugar entrou Vanilson Tita Zeu.

Os dois conjuntos equivaleram-se pela qualidade de jogo que presentam, dai que ambos firam presos aos seus sistemas tácticos, isto é, jogavam no limite dos seus erros. Infelizmente a passagem  do minuto 27 a defesa angolana cometeu a displicência de deixar desguarnecido o atacante Lyle Foster na zona da grande área. Esse saiu caro aos “Palanquinhas Negras” que viram a sua baliza a ser violada por este “matador”. Foster inaugurou o marcador e já conta com quatro golos na prova.

Os angolanos tentaram reagir ao golo ensaiando algumas jogadas de contra-ataque, mas sem sucesso. Foi de resto, uma primeira parte marcada por muita disputa e contacto físico que nalgum momento exaltou os ânimos dos jogadores. As duas equipas foram ao intervalo com a vantagem a favorecer o campeão em título.

No reatamento, os treinados de Pedro Gonçalves, técnico da formação angolana pressionaram  seu adversário na tentativa de chegar ao golo. Mas debalde. os sul-africanos passaram a defender-se em bloco não permitindo que os seus oponentes jogassem a seu belo prazer.  A medida que o tempo passava ficava claro que a África do Sul marcaria a sua presença na final onde irá procurar defender o título.

Importa recordar que a África do Sul é campeã em título após ter vencido na final realizada em Kitwe,  a selecção do Lesotho por 2-1. Os “Amajita” conquistaram o troféu por seis ocasiões, sendo que o primeiro alcançado em 2000. Anotar igualmente que os sul-africanos acolheram o torneio por 11 anos consecutivos entre 1999 e 2009.

Eles foram até a final em casa em 2016, jogando um futebol cintilante, mas perderam para a Zâmbia  por 2-1. Foi uma derrota que de certa forma abalou a equipa treinada por Thabo Senong que no ano seguinte fez a desforra levando consigo o almejado troféu a custa de uma derrota imposta ao Lesotho, tal como já havíamos referenciado no intróito destas linhas.

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