Zâmbia vence Botswana e conquista quinto título na COSAFA

A Selecção Nacional de Futebol da Zâmbia conquistou hoje, o seu quinto título na Taça COSAFA, ao vencer na final, no Moses Mabhida Stadium, a sua similar do Botswana, por 1-0, com o golo solitário de Tapson Kaseba a passagem o minuto 78’. Este resultado pôs fim o sonho do Botswana conquistar o seu primeiro título nesta competição.

Foi uma final emocionate que certamente ficará marcada na história deste torneio que ano pós ano vem tem superado as expectativas em termos de estrutura organizativa,. Foi na verdade uma verdadeira propaganda do futebol.

O torneio que decorre desde o passado dia 25 de Maio na cidade de Durban, África do Sul teve o seu fim hoje, com a tradicional cerimónia de atribuição de medalhas e troféus aos vencedores e vencidos por parte da organização.

No que a premiação diz respeito, o coube ao primeiro classificado receber o valor de 500.000 mil randes, o segundo 250.000; o terceiro 150.000;  quarto 125.000, e por fim, o quinto com 100.000 mil randes.

Nas categorias individuais,

No rescaldo das 17 edições até aqui realizadas, Zâmbia e África do Sul são as selecções que já ganharam a competição mais vezes (4), seguidos por Angola com três conquistas.

Percurso dos finalistas

Por seu turno, a Zâmbia conseguiu finalmente afastar o Zimbabwe através da lotaria das grandes penalidades (4-2), depois do nulo que prevaleceu nos noventa minutos. Foi a desforra do vice-campeão em título, que tem a possibilidade de conquistar o seu quinto troféu no sábado.

Já o Botswana venceu a selecção do Lesotho por 2-1. Foi o ponto final do reinado dos representantes do Zimbabwe, que até então constituía um calcanhar-de-aquiles.

Depois de terem estado isentas da fase de grupos por seu bom desempenho, a Zâmbia (vice-campeão), que entrou directo para os quartos-de-final, só conseguiu afastar o Malawi na lotaria das grandes penalidades depois do empate a duas bolas no tempo regulamentar. Já o campeão em título, apesar de ter encontrado um adversário que ofereceu alguma resistência, Comores acabou vencendo tranquilamente por 2-0, enquanto que o Botswana recorreu as grandes penalidades batendo a anfitriã, África do Sul por 5-2, depois do empate a duas (2-2) bolas no período regulamentar. 

Factos e curiosidades

Os “Chipolopolos”, nome de guerra da Zâmbia entram em vantagem para este embate, no que ao histórico entre os dois conjuntos diz respeito, pois nas quatro ocasiões anteriores os zambianos saíram-se vitoriosos.

A Zâmbia que também conta com quatro títulos (1997, 1998, 2006, 2013) na Taça das Nações Africanas, conta também com o registo de três resultados expressivos conseguido em partidas de carácter particular, com destaque para a estrondosa goleada aplicada a Suazilândia (11-02), no dia 5 de Fevereiro de 1978.

Quem também não escapou da fúria zambiana foi a selecção de Kenya que, a 13 de Novembro ainda do mesmo ano, sucumbiu ao perder por 9-0, e pelo mesmo resultado o Lesoto foi humilhado em 1988.

A pior derrota que uma vez os “Chipolopolo” averbaram foi contra a República Democrática do Congo por 10-1, e com a Bélgica por 9-0  em Junho de 1994.

São no total 57 jogos que a Zâmbia realizou no seu percurso na COSAFA, dos quais venceu 28 partidas, empatou 20, perdeu nove (9), marcou 81 golos e sofreu 41. Enquanto que o Botswana conta com 43 jogos realizados, dos quais venceu 10, perdeu 17 e empatou 16.

Ruiu o sonho das Zebras

A pesar de ostentar o rotulo de vice-campeão, a equipa o Botswana não deixou intimidar-se com o aparente favoritismo da Zâmbia.  Os treinados de Mogomotsi, técnico do Botswana conseguiram exorcizar os fantasmas que pairavam em torno deste adversário. As “Zebras”,entraram para o jogo com uma postura mais aguerrida e com gana de ganhar o jogo a todo custo. O domínio territorial com transições rápidas da defesa ao ataque baralhava por completo os zambianos.

O meio-campista Lebogang Ditsele, do Botswana que assumia papéis  distintos dentro das quatro linhas, era uma verdadeira dor de cabeça embaraçando por completo a defensiva contrária. Segolame Boy, aos 35 minutos, esteve na iminência de inaugurar o marcador não fosse a atenção da intransponível defesa dos “Chipolopolo”- nome de guerra da Zâmbia. Com o empate os dois conjuntos foram aos balneários.

No reatamento, os tsuanas conseguiram manter o mesmo ritmo do jogo, mas os zambianos entraram ligeiramente contundentes, procurando conservar e recuperar as bolas na zona do meio-campo. Ainda assim, as “Zebras” voltaram a desperdiçar uma flagrante situação de golo no minuto 63, envolvendo o jogador que anteriormente foi citado.

E como diz o velho ditado, quem não marca sofre! O pragmatismo dos zambianos veio ao de cima. Tapson Kaseba, atacante a serviço do Green Eagles Football Club, da Zâmbia foi frio e objectivo inaugurando o activo para a sua equipa, depois de ser assistido por um dos seus colegas de equipa na zona de rigor. Ficava claro que o sonho de Botswana conquistar o seu primeiro título caía por terra.

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