Banda coloca Zâmbia a um passo das “meias” e África do Sul ainda sonha

A Selecção Sub-17 da Zâmbia venceu a sua similar da África do Sul por 3-2, na segunda jornada do Torneio da COSAFA que decorre na África desde o dia 21 de Julho e que termina a 30 do mesmo mês. Com este triunfo, os zambianos lideram isoladamente o Grupo “B” com seis pontos na tabela classificativa. Mumba aos 20 minutos desbravou o caminho para o golo e Lameck Banda, o até aqui melhor marcador da prova (5 golos), marcou os restantes nos minutos 25’ e 42’. A passagem para as meias-finais é quase uma certeza visto que estes precisam apenas de vencer ou empatar diante de Moçambique, nesta terça-feira no MFA Techical Centre, quando forem 15:00h, horas locais.

Importa frisar que transitam para as meias-finais os dois melhores classificados de cada grupo tal como preconiza o regulamento da prova.

Entretanto, a contar para o mesmo grupo Moçambique acalentou a esperança de garantir a sua vaga nas meias-finais, depois de vencer a formação malgaxe por 2-0, tendo Edilson e Celton marcado nos minutos 6 e 83 respectivamente. Para tal, Moçambique precisa apenas de vencer a Zâmbia por uma margem expressiva de golos e torcer que a África do Sul perca com Madagáscar na última jornada.

Zâmbia e Zimbabwe foi o desafio mais aguardado por todos considerando que gerou muita expectativa no que ao resultado final diz respeito. E não era para menos, a final, as duas equipas entraram em grande ao saírem-se vitoriosas na jornada inaugural e a vitória era a única coisa que interessava os dois conjuntos visto que ambos são favoritos à conquista da Taça.

De resto foi uma partida bastante renhida sobretudo na ponta final, em que a África do Sul acreditou que poderia ser possível reverter a história do jogo a seu favor após Nare ter marcado os dois golos da consolação. Foi emotivo, foi fantástico, foi uma espécie de uma final antecipada…

Lembrar que a Zâmbia impôs uma goleada histórica a sua similar da Madagáscar ao vencer por claros 7-1, tendo Lameck Banda marcado três golos (9’, 31’ e 37’) sendo que os restantes foram apontados por Martin Njobvo e Kingsley Hakwiya, nos 19,42 e 31 respectivamente. Enquanto que a África do Sul derrotou Moçambique por 3-1.

A Zâmbia foi a primeira a chegar ao golo quando estavam jogados 20 minutos. O capitão zambiano, Prince Mumba, que se encontra a serviço do clube Kabwe Warriors da Zâmbia abriu o activo depois de uma assistência de classe por parte do seu colega Andrew Phiri que se encontrava descaído na asa esquerda. Apercebendo-se do nervosismo que havia tomado conta dos treinados de Molefi Ntseki, técnico da África da África do Sul, os zambianos não tardaram para chegar ao segundo golo.

Banda: o herói do jogo

Cinco minutos depois, o meio-campista Lameck Banda, o autor do hat-trick no jogo frente a Madagáscar dilata o marcador depois de uma belíssima jogada de contra-ataque em que esteve envolvido o seu colega Clinton Lubula. Banda conseguiu desfazer-se de dois defesas graças ao seu drible hipnotizante que não deu hipóteses de defesa ao guarda-redes Costandino Chrisstodoulou. Estava feito o 2-0.

Mumamba Numba, treinador da Zâmbia não parava de instigar os seus pupilos a exercerem pressão alta sobre os seus adversários. Com essa toada de jogo, a Zâmbia conseguiu chegar ao terceiro golo por intermédio do inevitável Lameck Banda, que depois de um roubo de bola na zona do meio-campo, este galga o corredor central passando por tudo e por todos até chegar ao golo. Foi fácil como fazer canja! Os Chipolopolo, nome de guerra da selecção zambiana saíram ao intervalo com 3-0 no placard.

Lameck Banda destaca-se no torneio por ser o melhor marcador da prova com cinco golos seguido pelo seu colega Martin Njobvu que conta com quatro.

No reatamento coube a Zâmbia gerir o resultado até ao apito final. Mas num intervalo de seis minutos o inconformado Mothalosi Nare (83’, 88’), bisou estabelecendo o resultado para 2-3. Um susto e tanto para os zambianos que tiveram de tomar cautelas na sua defesa.

Recorde-se que os sul-africanos que no ano passado terminaram a fase de grupos em pleno tendo vencido os três jogos saldaram um total de nove pontos seguidos da Namíbia com seis. Recorde-se que foi com este adversário que a equipa sul-africana perdeu na final no desempate das grandes penalidades por 1-3, depois de um empate a uma bola no período regulamentar.

Depois de ter sido desqualificada no ano passado por ter utilizado atletas com idades superiores a 17 anos, os zambianos entraram dispostos em limpar a sua imagem e ganhar jogos com verdade desportiva . Como forma de desencorajar actos que em nada dignificam o futebol, a COSAFA apertou o cerco tendo obrigado que os atletas zambianos efectuassem testes de ressonância magnética para apurar a veracidade da idade dos jogadores. Contudo, a Zâmbia à semelhança da África do Sul, são ainda apontados como sendo favoritas à conquista do almejado troféu.

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