Depois do susto… África do Sul encontra Malawi no “Plate Final”

A Selecção Nacional de Futebol da África do Sul irá disputar a final das equipas derrotadas, nos quartos-de-final da Taça COSAFA, com a sua congénere do Malawi, nesta sexta-feira, no Moses Mabhida, pelas 17:00 horas. Este feito só foi conseguido graças a vitória por 4-2, sobre a Uganda, na lotaria das grandes penalidades, depois do empate a uma bola no tempo regulamentar, enquanto que o Malawi venceu por 2-1, as Comores.

Recorde-se que a competição decorre na cidade sul-africana de Durban, desde o dia 29 de Maio devendo terminar no dia 9 do mês corrente.

Esta acaba sendo a reedição da final vivida no ano passado em que a Selecção da África do Sul conseguiu salvar a sua honra ao vencer tangencialmente a Namíbia por 1-0, em partida referente a atribuição do quinto e sexto lugar na final das equipas que perderam nos quartos-de-final. Os “Bafana Bafana” têm a espinhosa missão de manter a posição de quinta melhor equipa classificada do torneio conquistado na edição do ano passado.

Anotar que o Plate Competition (Plate Final), é o cruzamento entre as quatro equipas que são eliminadas nos quartos -de-final, que são colocadas a jogar uma meia-final e uma final. Esta competição entre perdedores dos quartos-de-final foi introduzida em 2013, na edição acolhida pela Zâmbia, tendo sido Moçambique o vencedor, ou seja, a melhor posicionada entre os eliminados.

A ideia é dar oportunidade de fazer mais jogos às equipas eliminadas nos quartos-de-final, que doutro modo fariam um jogo e regressariam à proveniência. Uma inovação de aplaudir, até porque o espírito que norteou a criação da Taça COSAFA é mesmo dar rodagem internacional às selecções, preferencialmente compostas por jogadores que buscam experiência internacional.

De recordar que a África do Sul, foi eliminada pelo Botswana, o Uganda pelo Lesotho, as Comores pelo Zimbabwe  e, por fim, o Malawi pelo carrasco do costume: Zâmbia.

Singh e Mpoto devolvem esperança aos Bafana Bafana

Não restam dúvidas nenhumas de que os quartos-de-final produziram resultados surpreendentes a começar pelo  afastamento da equipa anfitriã, África do Sul que subestimou o seu adversário de costume, Botswana, tendo este vencido no desempate da lotaria de grandes penalidades por 5-4. Quem também deixou envaidecer-se pelos resultados animadores que vinha averbando na fase de grupos foi a selecção do Malawi, que tinha tudo encaminhado para no fim cair aos pés da Zâmbia.

Contudo, hoje foi diferente a pesar do susto porque passou a equipa anfitriã que entrou a perder diante do Uganda.

Depois de ter sofrido uma forte pressão nos primeiros 10 minutos por parte da selecção do Uganda, a África do Sul ó conseguiu ganhar algum fôlego no minutos seguintes retaliando com remates a meia-distância que obrigava o guarda-redes do Uganda, Charles Lukwago a ter que aplicar-se a fundo nas suas intervenções. Os “Bafana Bafana” só conseguiram assentar o seu jogo depois do minuto 20,ficando o desafio equilibrado até o final da primeira parte.

No reatamento, os representantes oriundos da África do Leste, que encarram esta  competição como antecâmera do Campeonato Africano das Nações (CAN), que este ano terá lugar no Egipto, chegaram ao golo no minuto 46, numa jogada de contra ataque envolvente em que o avançado que joga parar o SC Vipers do Uganda, Dan Serunkuma fez a finalização perfeita.

Os treinados de David Notoane, técnico da África do Sul, viam-se à nora perante o resultado e procuraram a todo custo encostar o seu adversário às cordas, acção que surtiu o efeito desejado, pois depois de tantas bolas que esbarraram nos postes e nos braços do guardião ugandês, Luther Singh, que foi emprestado ao Desportivo de Chaves (Portugal), ido do Sporting de Braga marcou o golo que devolveu a esperança aos sul-africanos, desferindo um petardo que fez abanar a redes contrárias relançado o jogo.

Chirwa coloca Malawi na “final”

Um golo de Richard Mbulu a passagem do minuto 29 e de Chikoti Chirwa, no apagar das luzespermitiu com que o Malawi garantisse uma vaga, na final das equipas derrotadas dos “quartos” ao vencer as Ilhas Comores por tangenciais 2-1.

Os “Flames”, nome de guerra o Malawi, têm também a possibilidade de resgatar a sua auto-estima depois de terem ficado pelo caminho por culpa própria diante da Zâmbia.

A inabalável crença demonstrada pelas Comores, desde o início desta competição fez com que  a equipa acreditasse que poderia brigar por um lugar de destaque e impor a sua presença. O seu percurso não passou despercebido dada a sua brilhante performance. No jogo de hoje, os treinados de Mohamed Abderemane, técnico das Comores conseguiram contrariar o favoritismo do Malawi e quase levavam o jogo aos penalties.

Recordar que o Malawi chegou aos quartos-de-final depois de ter terminado a fase de grupos (B)  líder com sete pontos frutos de duas vitórias e um empate, deixando para trás selecções como Moçambique e Namíbia, esta última que foi surpreendida com uma derrota na segunda jornada por 2-1.

O jogo de má memória até aqui registado pelo Malawi diante deste adversário aconteceu no dia 19 de Abril de 1997, em que o Malawi perdeu para a Zâmbia por 4-0, ano em que esta competição foi estatuída.

Por sua vez, as Comores alcançaram os quartos-de-final da taça COSAFA pela primeira vez em sua história depois de liderar o Grupo “A” constituído por três equipas, já que Angola, a última da hora mostrou-se indisponível de marcar a sua presença.

Os insulares ganharam pela primeira vez na Taça COSAFA após a vitória sobre o Seychelles no torneio de 2009  realizado no Zimbabwe, na sua segunda participação na final regional. A selecção teve um desempenho aceitável nesta prova, também garantindo um empate sem golos contra o Botswana.

Na edição passada realizada na província de Limpopo, África do Sul, o máximo que as Comores conseguiu alcançar foi um empate diante das Seychelles e, duas derrotas diante de Moçambique (0-3) e Madagáscar (0-1) respectivamente.