Malawi empata e Namíbia despede-se com vitória

A selecção do Malawi fechou a fase de grupos ao terminar com sete pontos frutos de duas vitórias e um empate. A última foi conseguida hoje, diante da sua congénere de Moçambique por 1-1, com Hassan Kajore a abrir o activo a passagem do minuto 31.  O golo de empate de Moçambique surge no segundo minuto de compensação dos 90 por João Mussica.

Entretanto, contar para o mesmo grupo, a selecção da Namíbia venceu por claros 3-0, despedindo-se da competição com uma vitória.

O desfecho dos desafios de hoje referentes a terceira e última jornada do Grupo “B”, da Taça COSAFA serviram meramente para cumprir com o calendário, atendendo que o representante do grupo para os quartos-de-final foi conhecido na segunda jornada. O Malawi. Os “Flames” jogam este domingo, os quartos-de-final diante da sua congénere Zâmbia, que esteve isenta da fase de grupos por conta do seu ranking. 

Os “Flames”, que estrearam com uma estrondosa vitória sobre as Seychelles por 30,  precisavam apenas de vencer a Namíbia para sacudir a pressão que lhes era movida por estes, algo que foi bem conseguido, pois a equipa treinada por Meck Mwase surpreenderam os namibianos com uma vitória por 2-1.

Como já havíamos anunciado anteriormente, eram remotas as possibilidades de Moçambique continuar na prova à semelhança das Seychelles que também teve uma entrada em falso. À entrada para esta jornada as duas equipas estavam empatadas na tabela classificativa com um (1) ponto, fruto de uma derrota e igual número de empates.

A passagem do minuto 31 Moçambique sofre um golo batido de canto, em que Victor não teve firmeza em segurar deixando-a cair e, Kajore não desperdiçou a oportunidade marcando o golo. Uma autêntica desatenção de Victor.

Com o golo quase madrugador, o Malawi sentiu-se na imperiosidade de correr contra o prejuízo e fê-lo com uma intensidade estonteante, não dando tempo aos moçambicanos para pensarem, subindo as suas linhas e remetendo-os a uma dura missão defensiva, foi com o nulo que fomos em desvantagem no marcador.

A mesma toada de foi aplicada no segundo tempo. Moçambique esteve sufocado e sem hipóteses  nenhumas de construir jogadas de contra ataques.

Pior registo de Moçambique

Em 2018 a participação de Moçambique nesta prova sugeriu à equipa de Abel Xavier muito aprendizado e consequentemente um dever de casa acrescido por fazer. Foi com um total de seis pontos frutos de duas vitórias e uma derrota que o conjunto moçambicano terminou a sua curta odisseia nesta prova em segundo lugar, atrás de Madagáscar, líder do grupo com sete.

Comparativamente à edição anterior (2017), que sofreu cinco golos, Moçambique em 2018 esteve inserido no Grupo “A” e saiu-se bem, curiosamente marcando o mesmo número de golos (5) e tendo sofrido apenas três. A Selecção Nacional só não conseguiu transitar para os quartos-de-final, pois, não dependia apenas de si.

No rescaldo das 18 edições até aqui realizadas, Zimbabwe (6) e Zâmbia (4)  são as selecções que já ganharam a competição mais vezes, seguidos por Angola e África do Sul, cada uma com três conquistas.

Refira-se que na edição da Taça Castle, realizada na Zâmbia em 2013, Moçambique, sob comando de João Chissano, foi o vencedor do cruzamento entre as equipas eliminadas nos quartos-de-final, terminado a competição como quinta melhor do torneio.

Lembrar ainda que o Zimbabwe é o actual campeão em título, depois de ter conquistado o último recorde de seis títulos em Polokwane 12 meses atrás, quando derrotou a Zâmbia por 4-2 em uma emocionante final.

A Zâmbia e a África do Sul têm quatro vitórias cada, Angola (três) e a Namíbia também, anteriormente, com medalha de ouro.