Zâmbia conquista 12º título no sub-20 do COSAFA-2019

A Selecção Sub-20 de Futebol  da Zâmbia conquistou, hoje em Lusaka, Zâmbia, o seu 12º título após vencer a sua similar da África do Sul, por 3-0, na final da 26ª edição do Campeonato da categoria do Conselho das Associações de Futebol da África Austral (COSAFA).  Jonathan Munalula (39´ e 84´) desbravou o caminho para o triunfo, ao marcar de bicicleta um golo que ficará eternamente gravado nos anais de história desta competição. A um minuto da primeira etapa, o inevitável Francisco Mwepu (44´).

Foi de resto, um desafio recheado de emoção e, com o Nkoloma Satium  a rebentar pelas costuras e as bancadas coloridas em todos verde e laranja por  cerca de 7.000 espectadores que acorreram ao estádio para apoiar a equipa da casa. Festa e muita animação foi o que se viveu  antes e depois da empolgante final.

Uma vez mais , a COSAFA cumpriu com sucesso o seu papel no que tange ao desenvolvimento do futebol na região, particular para as camadas de formação.

Na terceira posição voltou a ficar a selecção de Angola que acabou conquistando de novo,  a medalha de bronze, após vencer a sua similar  de Madagáscar por 5-1. Um bis de Estson Zalata (8´ e 14´), médio ofensivo a evoluir no 1º de Agosto de Angola deu espaço com que um dos melhores marcadores do torneio e da equipa angola, Ambrósini Salvador (46´ e 68´) fizesse o mesmo. Acusando alguma fadiga dado o volume de jogos, os malgaxes vieriam a reduzir o placard a passagem do minuto 58, tendo Randianantenaina Arnaud sido o mentor do golo de honra. A caminhar para o fim, os angolanos encheram o saco  por intermédio de Hermenegildo Sengui (83´).

Lembrar que na edição passada, os angolanos triunfaram diante da equipa anfitriã por 2-1, Melono Dala (80’) e Zinto Luvambo (83’) foram os autores dos golos da reviravolta da turma Angolana enquanto que Emmanuel Mwiinde marcou pela Zâmbia no minuto 46. Este desafio foi referente a atribuição do terceiro e quarto lugares na classificação geral do campeonato.

Um prémio de consolação que premeia o notável trabalho feito pelos treinados de José Silvestre, que terminaram a fase de grupos em pleno com um total de 13 golos marcados e apenas um sofrido. No cômputo geral,  os angolanos  destacaram-se tendo marcado 18 golos e sofrido apenas dois.

O Torneio Sub-20 da COSAFA, vinha decorrendo desde o passado dia 4 de Dezembro do ano corrente tendo tido o seu epílogo hoje, sábado, dia 14 do mesmo mês. Segundo reza o formato da competição, as equipas estavam dispostas em três grupos (ABC), em que transitaram  para as meias-finais, apenas os primeiros melhores classificados de cada e o segundo melhor de todos.

Figuras destintas ligadas a esfera desportiva e parceiros da COSAFA e, não só marcaram a sua presença na cerimónia de entrega dos troféus.  Danny Jordaan, vice-presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Francis Mbidi vice-lresidente da COSAFA Timothy Shongwe  presidente da Alta Competição da COSAFA; Andrew Kamanga, presidente da Federação Zambiana de Futebol (FAZ) e  Enrique Suay, delegado da Rede Global da La Liga na África do Sul.

No que a premiação individual diz respeito, o jogador da Zâmbia, Patrick Gondwe foi eleito por unanimidade pelo júri da COSAFA, como o jogador do Campeonato. Como prémio máximo, uma inovação conseguida numa parceria entre a COSAFA e a La LIGA, este jogador deverá integrar numa dentre várias equipas a disputar no Campeonato Espanhol.

Já a  “bota de ouro”, esta ficou com o jogador angolano  Ambrósini Salvador (cinco golos), enquanto que  as “luvas de ouro” foram entregues ao  seu colega de equipa, Nsesani Simão, guarda-redes de Angola,  que foi menos batido com três golos sofridos.  Na categoria de prémios colectivos, a selecção de Madagáscar foi recompensada com o prémio de equipa “Fair Play”.

Factos entre as equipas

Basta lembrar que no historial da Zâmbia na COSAFA, esta é até aqui  a única equipa que ganhou três dos últimos quatro campeonatos disputados, tendo a África do Sul travado a senda de conquistas em 2013.

Em 25 edições até aqui realizadas desde o ano em que esta prova foi estatuída (1983), a Zâmbia é o país com maior número de títulos coleccionados, somando num total de 11. Depois segue-se o Zimbabwe, com seis, a África do Sul, com 7, e, finalmente, Madagáscar, com um título conquistado em 2005.

Importa frisar ainda que a selecção da Zâmbia sagrou-se vencedora do Campeonato Africano das Nações da categoria sub-20 pela primeira vez na sua história depois de vencer o Senegal na final.

O trabalho notável que o país tem vindo levar a cabo na formação coloca o mesmo na rota dos países africanos cobiçados por muitos.

Anotar que a África do Sul sagrou-se campeã, no passado após ter vencido, na final realizada em Kitwe,  a selecção do Lesotho por 2-1. Os “Amajita” conquistaram o troféu por sete ocasiões como já havíamos referenciado, sendo que o primeiro alcançado em 2000. Anotar igualmente que os sul-africanos acolheram o torneio por 11 anos consecutivos entre 1999 e 2009.

Os representantes da nação arco-íris chegaram até a final em 2016, jogando um futebol cintilante, mas perderam para a Zâmbia  por 2-1. Foi uma derrota que de certa forma abalou a equipa treinada por Thabo Senong, que no ano seguinte fez a desforra levando consigo o almejado troféu a custa de uma derrota imposta ao Lesotho, como foi dito  no intróito destas linhas.

Percurso dos finalistas

Invictos na fase de grupos (A), os zambianos  somaram um total de nove (9) pontos frutos de três vitórias, das quais marcaram nove golos e sofreram apenas um. Na primeira jornada, os “Chipolopolos”, nome de guerra da selecção zambiana estrearam com uma vitória frente ao Botswana por claros 5-0. Na segunda ronda, a equipa treinada por Osward Mutapa, venceu com algumas dificuldades a emergente selecção das Ilhas Comores (2-0). Na terceira e última jornada, os anfitriões despacharam o eterno rival, Malawi por tangenciais 2-1.

Já na fase de grupos,  os angolanos que na edição passada conquistaram a medalha de bronze a custa da Zâmbia (2-1) mercê dos golos de Melono (80’) e Zito Luvumbo  (83’), desta vez não conseguiram evitar a revanche zambiana perdendo a possibilidade de chegar a fase final com uma derrota por  três (3-0) bolas sem resposta.  Uma aparatosa queda dos “Palanquinhas”, que nos últimos tempos têm vido a registar um notável progresso no que ao futebol de formação diz respeito.

Atribulado foi o percurso da África do Sul, que mesmo tendo arrancado uma vitória animadora sobre o Lesotho ( 4-0) na sua defesa ao título, viu a sua caminhada quase a ser interrompida pela selecção insular de Madagáscar que impôs um empate comprometedor (1-1), na segunda jornada da fase de grupos.

Os campeões em título (África do Sul), integrantes do “B”, entraram para esta jornada com os mesmos pontos (4) que Madagáscar, pelo que interessava para ambas apenas a vitória para carimbarem o passaporte para as meias-finais. As duas equipas terminaram a fase de grupos empatadas a 7 pontos na tabela classificativa, mas, foram os sul-africanos quem assumiram o comando da pauta  mercê da diferença de golos que sorriu a seu favor.

Para não variar, os “Amajita”, alcunha usada pela selecção sul-africana voltaram a cruzar com os malgaxes onde pregaram um grande susto, nas  meias-finais depois de terem estado a perder na primeira etapa por 2-0, tendo conseguido os golos do empate graças ao bis de Oswin Appollis, num jogo impróprio para cardíacos. A passagem para a final só foi alcançada depois do desempate, na lotaria das grandes penalidades (5-4).

 

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